O Designer não entorta colheres!

Desde sua formalização, o campo do design tem se dividido em dois grandes polos: de um lado, aqueles que privilegiam a função em detrimento da forma a partir da noção modernista de que a forma segue a função; do outro lado, aqueles que entendem o design como um tipo de arte e exigem toda a liberdade que arte toma para si. Os debates são calorosos e, de certa forma, é uma modalidade do velho dilema entre objetivo vs. subjetivo, racional vs. emocional, técnico vs. artístico, etc.
Mas e se essa polarização for uma grande bobagem? E se não existir lados? Ou, como diria o moleque budista para Neo, se não existir a colher? Ao contemplarmos forma e função como um único elemento onde forma é função & função é forma, abrem-se portas para novas maneiras de se pensar o design.
Pra mim é muito claro que Steve Jobs sempre soube que a colher não existe. O seu tão falado iPad é uma das provas que Jobs está além dessa dicotomia simplista. Ser esteticamente belo e possuir um hardware robusto não é exclusividade do iPad (o HP Slate está aí para provar isso). O seu grande diferencial é aquilo que fez do iPhone o celular mais infrutiferamente clonado da história: o sistema operacional.

0 comentários:
Postar um comentário